Subterrâneos


Herbert J. Biberman: O Sal da Terra - 08Jul2009 23:45:44

 

O SAL DA TERRA

 

     Este clássico raramente exibido é o único filme americano independente feito por comunistas. O argumento  a luta dos trabalhadores latino-americanos para terem os mesmos direitos dos seus colegas anglo-americanos numa mina de estanho do Novo México, O Sal da Terra foi informado por atitudes feministas pouco características para a época.

 

     O filme foi inspirado pela inclusão na lista negra do realizador Herbert Biberman, do argumentista Michael Wilson, do produtor e antigo argumentista Paul Jarrico e do compositor Sol Kaplan. Conforme diria mais tarde Jarrico, uma vez que tinham sido expulsos de Hollywood por serem subversivos, já agora cometeriam um "crime para encaixar a pena" fazendo um filme subversivo. O resultado é um filme de alto nível, prodigioso e inteligente.

 

     Mantido fora das salas de cinema americanas até 1965, a película foi largamente exibida e homenageada na Europa, mas nunca teve o reconhecimento que merecia nos Estados Unidos. Infelizmente, a mais famosa discussão crítica nos Estados Unidos é um panfleto de Pauline Kael, no qual o filme é ridicularizado como "propaganda". Passado meio século, a obra continua a ser fundamental.

 

 

 

 

Realização: Herbert J. Biberman

 

Produção: Adolfo Barela, Sonja Dahl Biberman e Paul Jarrico

 

Argumento: Michael Biberman e Michael Wilson

 

Fotografia: Stanley Meredith e Leonard Stark

 

Música: Sol Kaplan

 

Elenco: Rosauro Revueltas, Will Geer, David Wolfw, Mervin Williams, David Sarvis, Juan Chacón, Henrietta Williams, Ernesto Velázquez, Ángela Sánchez, Joe T. Morales, Clorinda Alderette, Charles Coleman, Virginia Jencks e Vítor Torres



Fonte: http://subterraneodaliberdadecinema.blogs.sapo.pt/1546.html

Le Voyage Dans La Lune (1902) - 02Jan2009 21:22:15

A Viagem à Lua

 

Quando pensamos em Le Voyage dans la Lune, a nossa mente é rapidamente invadida pela ideia originária e mítica dos inícios do cinema, como uma arte cujas "regras" foram estabelecidas no próprio processo da sua produção. O referido filme francês foi lançado em 1902 e, para a altura, foi uma verdadeira revolução, dada a sua duração (aproximadamente 14 minutos) que ultrapassava os mais usuais dois minutos, característicos das suas curtas-metragens realizadas no ínicio do século passado.

 

Le Voyage dans la lune reflecte claramente a personalidade histriónica do seu realizador, Gerge Méliès, cujo passado como actor de teatro e mágico influenciou a realização do filme. A película incluiu inúmeras experiências arrojadas com algumas das mais famosas técnicas cinematográficas, como, por exemplo, a sobreposição, a fusão, a exposição múltipla e práticas de montagem que seriam muito utilizadas posteriormente. Apesar da simplicidade dos seus efeitos especiais, Le Voyage dans la Lune é geralmente considerado o primeiro exemplo de cinema de ficção científica, uma vez que apresenta vários elementos característicos do género - uma nave espacial, a descoberta de uma nova fronteira - e estabelece a maior parte das suas convenções.

 

A cena inicial do filme descreve um congresso científico, no qual o professor Barbenfouillis (interpretado pelo próprio Méliès) tenta convencer os seus colegas a participar numa viagem de exploração à Lua. Logo que o seu plano é aceite, a expedição começa a ser organizada e os cientistas partem para a Lua dentro de uma nave espacial. A nave, semelhante a um míssil, aluna no olho direito da Lua, que é apresentada como um ser antropomórfico. Na superfície do satélite da Terra, os cientistas depressa se cruzam com os seus habitantes hostis, os Selenitas, que os conduzem à presença do seu rei. Após descobrirem que os inimigos se desintegram numa nuvem de fumo ao serem tocados por um chapéu-de-chuva, os franceses conseguem escapar-lhes e regressar à Terra. Acabam por se despenhar no oceano, aproveitando para explorar os seus asbismos, até que são salvos e recebidos em Paris como heróis.

 

O filme realizado por Miélès merece indiscutivelmente um lugar entre as obras cruciais da história do cinema mundial. Apesar do seu aspecto surreal, Le Voyage dans la Lune é uma película cativante e inovadora, capaz de combinar os truques do teatro com as possibilidade infinitas do novo meio cinematográfico. Miélès, o mágico, era mais um maestro do que um realizador e participou no filme como escritor, actor, produtor, cenógrafo, tendo sido também responsável pela fotografia, guarda-roupa e pela criação dos efeitos especiais que, no seu tempo, foram considerados espectaculares. O primeiro filme legítimo de ficção científica deve ser visto por todos aqueles que procuram a origem das convenções que, mais tarde, influenciarão todo o género, assim como as suas obras mais famosas.

 

De um ponto de vista mais geral, Le Voyage dans la Lune é também a película que estabelece a distinção fundamental entre o filme de ficção e documentário. Numa altura em que a maior parte dos filmes se limitava a retratar a vida quotidiana (como por exemplo as obras dos irmãos Lumière, dos finais do século XIX), Miélès foi capaz de construir uma fantasia cujo o objectivo principal é entreter. Ele abriu, desse modo, as portas aos futuros artistas cinematográficos, uma vez que exprimiu a sua criatividade de um modo completamente inusitado para o cinema da sua época.

 

 

Ficha técnica

 

 

França (Star) 14 m, mudo, P.B.

Realização: Georges Miélès

Produção: Georges Miélès

Argumento: Georges Miélès, adapatado do romance De la Terre à la Lune, de Júlio Verne

Fotografia: Michaut e Lucien Tainguy

Elenco: Victor André, Bleuette Bernon, Brunnet, Jean d'Alcy, Henri Delannoy, Depierre, Farjaut, Kelm e Georges Miélès

 

 

 

fonte: 1001 Filmes para ver antes de morrer - 3ª edição - Dinalivro



Fonte: http://subterraneodaliberdadecinema.blogs.sapo.pt/1141.html

Feios, Porcos e Maus - 24Jan2008 23:03:59

Brutti , Sporchi e Cattivi " (1976 - 115m )


SINOPSE

Festival Cannes 1976
Vencedor do Prémio para
Melhor Realização


Vencedor do prémio para melhor realização no Festival Cannes de 1978, FEIOS, PORCOS E MAUS é um dos melhores filmes do realizador Ettore Scola (Um Dia Inesquecível) e, provavelmente, o mais conhecido de sua autoria entre o público Português.
Esta obra prima, elevada ao estatuto de filme de culto, é apresentada em versão restaurada e remasterizada no formato Widescreen Anamórfico e conta com Nino Manfredi (1921-2004), a estrela da commedia all'italiana " entre os anos 60 e 70, num dos papéis mais emblemáticos da sua carreira.
Giacinto Mazzatella (Nino Manfredi ), um ex-operário que recebeu um milhão de liras de indemnização após ter perdido um olho num acidente de trabalho, mora com a esposa, os dez filhos e vários parentes, numa barraca de um bairro degradado da periferia de Roma. Movido pelo egoísmo e pela avareza, esconde o dinheiro que recebeu do seguro e, com medo que alguém o roube, dorme abraçado a uma caçadeira obrigando os outros (mais de 20) a comer, dormir e fazer sexo na mesma divisão da barraca. A situação complica-se quando Giacinto leva para 'casa' uma prostituta e começa a gastar o dinheiro comprando-lhe presentes.

Neo-realismo, sarcasmo, sátira trágico-cómica , com ritmos cruelmente grotescos, "Feios, Porcos e Maus" releva as condições degradantes da vida humana num retrato ímpar da miséria, egoísmo, mentira, promiscuidade, traição, incesto e violência.
No entanto, julgo que Ettore Scola não culpabiliza ninguém individualmente, pois os traços da personalidade das personagens são claramente influenciados pelo meio onde nasceram e cresceram.
Para mim a personagem de maior importância no filme é uma menina altamente responsável e discreta que cuida dos mais novas do bairro, mas que termina o filme grávida demonstrando desta forma que a sua vida é marcada pelo meio onde vive.


REALIZADOR
Ettore Scola

INTÉRPRETES
Nino Manfredi , Francesco Anniballi , Linda Moretti , Maria Bosco, Giselda Castrini , Alfredo D'Ippolito , Marclla Michelangeli , Zoe Incrocci , Giancarlo Fanelli .



Fonte: http://subterraneodaliberdadecinema.blogs.sapo.pt/957.html

O Bom, O Mau e o Vilão - 08Jan2008 23:17:40

 

 

Este filme de Sergio Leone é de longe o mais ambicioso, esteticamente forte e com uma influência visual, nunca antes vista num Western. O Bom, O Mau e o Vilão, é um filme repleto de acção e tiroteios num misto de mito e realismo. Clint Eastwood regressa no papel do invencível "Homem Sem Nome", desta vez num bando de mais dois pistoleiros (Lee Van Cleef e Eli Wallach) para procurarem uma fortuna em ouro roubado. Mas o espírito de equipa não está muito presente nestes fora-da-lei de convicções fortes, e eles depressa descobrem que o seu maior desafio vai ser manterem-se atentos - e ficarem vivos - num país devastado pela guerra. Dentro de um estilo único e vibrante de acção nunca antes visto e desde então nunca igualado. O Bom, O Mau e o Vilão inova o Western com o verdadeiro estilo de Clint Eastwood!

 

 

 

 

Tributo a Sergio Leone

 

 

 



Fonte: http://subterraneodaliberdadecinema.blogs.sapo.pt/733.html

Ladrões de Bicicletas - 05Dez2007 00:00:56

 

 

Ladrões de Bicicletas um filme do cineasta italiano Vittorio de Sica , com interpretações de Lamberto Maggiorani , Enzo Staiola e Lianella Carell .

Um grande filme integrante da corrente Neo-realista no final da década de 40 do século XX, que relata os anos duros do pós-guerra em Roma, fome, miséria e desemprego.

António Ricchi Lamberto Maggiorani ) procura trabalho, qualquer um, depois de muitas tentativas, surge-lhe um emprego como afixador de cartazes publicitários nas ruas de Roma, António sente-se feliz, assim como a mulher e o filho. No entanto, um dia um ladrão rouba-lhe a bicicleta, António fica desesperado pois sem ela não pode trabalhar. Está de tal maneira perdido que pede ajuda aos amigos e filho.

 

 

 

Ladrões de Bicicletas é composto por cenas inesquecíveis , como a cena da primeira saída para o trabalho, as várias cenas do relacionamento Pai/Filho e as últimas cenas quando António é acusado de ladrão e o seu regresso a casa. 

Ladrões de Bicicletas é um filme imperdível e belíssimo,  e com certeza que irá não só lhe entreter, mas também emocionar. É impossível ficar indiferente a este filme de Sica . Uma triste realidade, mas que é colocada de uma forma toda especial, reflexiva. 

 

 



Fonte: http://subterraneodaliberdadecinema.blogs.sapo.pt/375.html

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