Introdução ao MIL
- Introdução
- PARTE I
- PARTE II
- PARTE III
- PARTE IV
- PARTE V
- PARTE VI
- PARTE VII
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Caros amigos está chegando novo ciclo de debates sobre lusofonia. > Sobre este vasto assunto temos o Novo acordo ortográfico que entrou em vigor esta semana.
Autores que subscrevm os textos para debate: AngelaLugo,
BethaCosta,
ConceiçãoB
De Moura,
DianaBallis
FatinhaMussato,
Flávio Silver,
Henrique Pedro,
Ibernise,
José Lourenço,
José Torres,
Maria Liberdade,
Sandra Fonseca,
Tânia Mara Camargo,
Ulysses Laluce,
Vera Silva,
Vòny Ferreira.
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Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM E A NOÇÃO DE FRATERNIDADE A linguagem através da fala coloca o indivíduo singular no meio universal da língua. Assim o eu torna-se um nós e encontra a significação intersubjetiva como encontro união, elos de ligação entre outros objetos. Essa lógica que se aplica as relações interpessoais, se torna ainda mais emocionante, se aplicada nas relações entre países. Que estranho fenômemo poderia tomar corpo de unidade unificadora em termos de linguagem,?Que fenômeno ganharia contornos de pátria que se tornaria uma "frátria" na unidade linguistica, configurando um ideal de nação, formada justamente na dispersão da língua? Pois bem este é o fenomeno que ocorre com a Língua Portuguesa. E tudo começou na saga portuguesa, bem lembrada na citação de Fernando Pessoa nos termos do Manifesto do MIL, “O futuro de Portugal […] é sermos tudo”. Esta é a forma como Portugal ao voltar as suas lembranças históricas sente saudades do futuro, pois nos primórdios do seu passado, está a imagem do maior império conquistador. De um país forte e empreendedor. Hoje Portugal poderia ser refletido na idéia de que tantos cordeiros ( deste Portugal, onde há tantos pequeninos), poderão um dia comandar através de uns poucos leões. E neste sentido o poeta canta e chora, pois se coloca de forma crítica a este sentimento, de falta e de saudade do que no passado era futuro, próspero e emblemático.Citando o luso-poeta Flávio Silver em seu texto: ó meu Portugal dos pequeninhos! - 17Out2008 12:16:53: "Portugal, eu venho aqui falar das cidades abandonadas, dos castelos comidos pelo tempo, a tua poesia já não é cantiga de amigo nem embala o menino que um dia dormiu nas palhas. Cuida do teu povo, da tua gente que te fez valente há quinhentos anos atrás, dá-lhes o teu melhor, o fado e as tasquinhas, a liberdade de ser, a conjugação plena do verbo existir, a valentia das tuas caravelas. |
Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. UM OLHAR DE DESEJO, UM SENTIMENTO DE CRÍTICA CIDADÃ ...Encerras escolas e inauguras centros comerciais, lês o que as estrelas têm para dizer mas não escutas ninguém. Que será de nós quando crescermos? Quando tudo for pelos ares e não restar uma biblioteca para defender a tua história? Tenho sete mil razões para te pôr contra o vento, sete toneladas de corações para fazer a empreitada de uma nova vida, sete caminhos que vão dar a um, sete ideologias que terminam em Bem. O teu sistema imunitário falhou, já não provocas riso, os teus rios levam mágoas, as tuas aldeias: só nos postais; as ribeirinhas quem deram que fossem outra vez, o teu perfume de maresia nem com frasco de remédio é de novo. Agora sonhas é com craques da bola, ó isso sim, com estilistas que te baixam as calças, com cantores que levam a literatura ao suicídio. Nem com chuva de nove meses isto irá mudar se acaso não visitares todos os lares, se não converteres cimento em alegria, se não casares todas as tuas filhas com os filhos do sol. Para mim és peça de barro numa estante que se Terra abana mais um pouco cais ao chão, e se calhas de mostrar o rabo... O teu sabor amargo reconheço em Espanha ou em Istambul, o fato solene não convence ninguém, ó meu Portugal dos noventa e tais por cento pequeninhos!" |
Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. MIL E TANTOS MILITANTES UNIDOS PELA POESIA E assim diante do despertar para a consciência crítica social, "cordeiros" poderão despertar para o poder da representatividade social, diante de si, de seus atos, da sociedade,e do mundo. A isto se denomina militância política. Condição esta, aqui presente no significando da poética, articulada e articulável de JSL, o luso-poeta José Lourenço em seu poema MIL e tantos (Militantes). Mote Mil e tantos militantes Rumo a um destino puro Sem mil saudades do antes São militantes do futuro Glosas Somos poucos mas muitos E se fores não te espantes Porque somos todos juntos Mil e tantos militantes E não há que perder o tino Se o destino se avizinha duro Porque o rumo é o destino Rumo a um destino puro Façam-se só tuas vontades E que teu hino sempre cantes Do futuro cantes saudades Sem mil saudades do antes Mil ares contra o vil Mundo ímpio e impuro Com um, com dez, com Mil São militantes do futuro Esta idéia de militância, ainda que pacífica, data da antiguidade. Platão, Sócrates e Aristóteles foram grandes filósofos gregos que, denominavam-se "amantes da sabedoria", eles realizavam uma incansável busca pela verdade, provocando assim a ira de seus governantes. Eles incentivavam o povo, os cordeiros, a pensar... Por este motivo, Sócrates foi condenado a morte. E nada o demoveu deste ideal ético. Ética de que hoje todos os cordeiros, " aqueles que tiram os pecados do mundo", a exemplo de Sócrates, Jesus, Gandhi, entre tantas personalidades éticas, que mudaram a história. |
Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. FILOSOFIA E HISTÓRIA NOS FALAM DE MANIFESTOS Na verdade filosófica este "retirar os pecados do mundo" está justamente no resgate, da justiça social, que a exemplo da Revolução Francesa, que pode se organizar em MIL anos para acontecer e se transformar em injustiça social, de novo, em muito menos que 200 anos. Militância portanto, implica em organização, para a representação de muitos que vira unidade. Isto nos remete com propriedade a parte 5 do manifesto MIL: "5 – As virtualidades e o universalismo da comunidade lusófona - A comunidade lusófona é o fruto mais imediato e concreto, em termos histórico-culturais, deste impulso português para a universalidade. Portugal não pode ser pensado fora da grande comunidade dos cerca de 240 milhões de falantes, em todo o mundo, da língua que tem vindo a plasmar e a ser plasmada pelas culturas vivas que nela pensam, sentem e falam e que resultam daquele ímpeto para abraçar o mundo, irredutível às motivações imperialistas – bélicas, políticas, económicas e religiosas – que no passado o acompanharam e perverteram e de que hoje nos queremos livres. Desde a Galiza a Timor, passando pelo Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola, Moçambique, Goa, Damão, Diu, Macau e todos os lugares onde se fala o português e se prezam os valores lusófonos, há uma comunidade vital irmanada pela língua, pela cultura e pela história que, apesar das suas dificuldades materiais e sociais, mas também por estar à margem dos grandes poderes do mundo, encerra em si virtualidades criadoras, e tão alternativas como necessárias aos rumos dominantes de um mundo em crise, como a vocação para a convivência harmoniosa com todos os diferentes povos, culturas e religiões... " |
Lusofonia à MIL: Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. ACORDO ORTOGRÁFICO MOBILIDADE NA IMOBILIDADE A língua é portanto para um indivíduo ou um povo, o primeiro momento do suprassumir, de si na totalidade universal e objetiva da cultura (impulso que empurra o eu para fora de si) força que comanda a complexidade da realidade e a movimenta. Tendo mobilidade este fenomeno, unifica as nações lusófonas, cuja representatividade se move também através da CPLP. Esta mobilidade (transformações), é deveras muito importante para a nação lusófona mundial. Esta dinâmica nos remete de pronto ã última reforma (mudança) que deu origem ao Acordo Ortográfico assinado pelas nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique Portugal São Tomé e Príncipe Timor-Leste (link do sumário do acordo:Súmula da Reforma Ortográfica http://www.kathleenlessa.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1293874 Guia da Nova Ortografia http://recantodasletras.net/teorialiteraria/1362691) A idéia que subjaz a esta mudança, para muitos críticos é justamente a idéia de imobilidade, uma vez que entendem que poderiam cada um ter sua própria forma de escrita. Assim sendo, qual seria o modelo que rege a norma culta da escrita, porque tais padrões não aceitam se escrever como se fala? Na verdade o padrão da norma culta é unificador e se rege pelos parâmetros de ordem, liberdade, igualdade e fraternidade, cujos princípios de Filosofia Política foram anteriormente citados, e sobre os quais se sustentam a democracia do mundo na contemporaneidade. Vejamos pois, um pensamento favorável as idéias do acordo, colhido em (http://judsonline.blogtok.com/)... Ou seja pensamento de consenso que se contrapõe a idéia de suposta imobilidade que o acordo ortográfico poderia estar a promover. |
Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. PORTUGAL, O BERÇO DA LUSOFONIA "...Uma das formas de pensamento que acolhem de forma mediadora o novo acordo que entrou em vigor dia (01.01.2009.) A região norte-nordeste do Brasil, especificamente, possui um péssimo padrão público de ensino. Crianças, Jovens e Adultos são tidos como alfabetizados sem ao menos saber o básico da língua portuguesa. Digo: Ortografia, redação, pontuação e gramática. Nem conto interpretação de texto, pois é pedir demais! Ler um livro, pelo menos uma vez ao ano, ou um jornal nos finais de semana é algo que acontece quase que raramente entre os jovens do país. A linguagem escrita encontrada em sites de relacionamento, como o mais popular aqui no Brasil: Orkut é de dar medo e causar pânico nos amantes da Língua Portuguesa. Acredito que a reforma ajudará e muito para que estas tristes e repetidas cenas habituais do cenário didático nacional sejam ao menos diminuídas de forma razoável..." Agora fica fácil enter-se como se coloca o padrão da norma culta, em alianças e fraternidades na lusofonia. Para que esta mantenha sua integridade entre povos e nações, o acesso ao padrão da norma culta precisa prevalecer para que haja entendimento entre os países que formam esta grande nação. Os seres lusófonos falam do modo como seus regionalismos professam, e segundo a sua proximidade de aculturamento. Na prática estes regionalismos promovem o movimento e aos poucos vão sendo incorporados a norma culta lhes garantido integridade e ao mesmo tempo mobilidade. Isto confere a idéia de universalidade humanista a esta imensa irmandade da lusofonia. Assim, O manifesto do MIL, em seu quesito 5 - Muito bem nos aponta Portugal como o berço da lusofonia, que desbravando oceanos e mares, propiciou a diáspora de um povo e a abrangência , na emergencia das nações lusófonas mundiais, tal qual o mundo moderno as conhecem.Um fenômeno de unidade através da lingua-mãe, a Lingua Portuguesa. |
Criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar pelos povos de uma só nação. ALIANÇAS E FRATERNIDADE GARANTEM A LUSOFONIA HISTÓRICA Aprender a escrever, é semelhante, não igual, a falar, ou seja é o mesmo que tornar-se um outro, pôr-se no lugar do outro. A linguagem escrita pode ser esta segunda possibilidade (a primeira seria, a expresssão corporal, a fala), de reconhecimento recíproco e também derivado. Isto porque pressupõe um sistema de regras. As regras são regulação da aceitação e consentimento, assim como os interditos da fala, existem os interditos da língua (regras de gramática, regras de parentesco, jogos de linguagem, aspectos morais monitorando fala e linguagem, etc). Exemplo:Um casal briga. Na hora de ir para a cama o marido encontra a esposa deitada e parece dormir. Acima da cabeceira da cama uma mensagem com duas setas indicando a posição da esposa, uma aponta no sentido do marido e indica SIM e a outra no sentido da esposa indica NÃO. Ele repara que a esposa está virada no sentido contrário ao que diz SIM, e percebe que dormirá sem seu carinho habitual. Este é um jogo de linguagem, na intimidade do casal, significando interdição sem haver fala, apenas na expressão corporal. Poderia nem haver a mensagem escrita, ele também perceberia... É portanto a metalinguagem no campo das normas de conduta, que na convivência se legitimam.Este fim (telos), que a metalinguagem legítima no interdito das relações, extrapola e ensina que a fala e a escrita, também se inserem nesta dinâmica. Isto confere ao sujeito o sentido humano, universal, que estará impregnado de humanidade subjetiva e universal.Este é o fundamento da identidade nas diferenças, que promove a unidade, o absoluto, o "todo-no-todo"= espírito, e que permite entender-se a aliança e fraternidade na lusofonia. A criação de alianças e fraternidades, entre os países representados pela CPLP transformam e se deixam transformar, no tempo em que a representatividade entre estes povos,de cada nação, se organizam. Assim, em princípio, o acordo ortográfico não está posto como algo bom ou ruim, para as relações lusófonas, mas se legitima pela mobilidade. Isto ocorre justamente porque o padrão da norma culta significa, e os signficados culturais são mutifacetados, conforme Ferdinand Saussurre, na sua obra Curso de Linguística Geral, capítulo dos Signos.Portanto significados da lingua são revestidos de transitoriedade e multiplicidade, ou seja, na palavra escrita, expressada corporalmente, e ou falada, sempre existirá, um processo vivo que é o exercício da linguagem; ainda que neste trânsito precise haver entre a teoria (padrão) e a prática linguistica (censo comum), um conjunto de regras, que afinal, são inerentes as formas fraternais e democráticas de convivência, no lar, na sociedade e no mundo.
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